Terra. Água. Floresta. O Ceará oferece além de um vasto e rico litoral, uma belíssima paisagem com clima ameno e sertões representativos do semi-árido e do bioma caatinga com fauna e flora diversificadas, apropriada para a prática do ecoturismo.
Com suas dimensões continentais e sua diversidade cultural, ambiental e cênica, o Brasil destaca-se mundialmente como um dos mais ricos destinos de turismo ligado à natureza.
No Brasil é possível ir à praia o ano inteiro. Na Costa Sol Nascente (a Leste de Fortaleza) os traços marcantes são as falésias de areias coloridas e fontes de água doce, que oferecem um sem número de "banhos de bica". As matas de densos coqueirais são complementadas por rios de importância na história da formação do Ceará: o Pacoti, o Choró, o Pirangi e o Jaguaribe, com ricos ecossistemas marinhos.
Neste litoral o destaque é para Canoa Quebrada com um visual de magníficas dunas e falésias, com uma paisagem colorida oriunda da composição sedi-mentar que empresta cores variadas, indo da branca à vermelha. Lua e estrela, sol e noite, agito e refúgio. Canoa Quebrada, antiga vila de pescadores, preserva o charme de sua rusticidade. As falésias são o cartão de visita da praia. Quando o olhar não está direcionado para as belas falésias, jangadas chamam atenção no mar. É considerada uma das praias mais exóticas e paradisíacas do litoral cearense. As falésias (escarpas altas e quase verticais) medem até 30 metros de altura e funcionam como mirante natural. Uma falésia se forma quando o embate das ondas no terreno leva ao solapamento de sua base e o consequente desmoronamento do material sobrejacente. O material desmoronado é levado pelas correntes litorâneas, mantendo a base da falésia exposta à ação posterior de novas ondas marinhas, levando a sucessivos desmoronamentos e ao avanço do mar sobre o continente.
Devido a beleza das paisagens, bem como auroras deslumbrantes, pôr-do-sol e noite de lua (sua luz deixa o mar prateado), Canoa desperta cada vez mais interesse em visitá-la.
A riqueza biológica dos ecossistemas costeiros, entre eles o manguezal, faz com que essas áreas sejam consideradas verdadeiros "berçários" naturais, tanto para as espécies características desses ambientes (camarões, caranguejos, siris, sururus, ostras), como para peixes de águas doces e marinhas, e para animais que migram para as áreas costeiras em pelo menos uma das fases do seu ciclo de vida. Fauna e flora ricas representam uma fonte essencial de alimentos para as populações humanas ribeirinhas e costeiras, constituindo excelente fonte de proteína animal de fácil captura, com alto valor nutricional. Não é à toa o interesse de ambientalistas por esses ecossistemas.
Uma atenção especial é dispensada às dunas e falésias que permeiam toda a região e são fundamentais para o equilíbrio do ecossistema local. Qualquer construção nestas formações só pode ser autorizada após um estudo de impacto ambiental sendo proibida a derrubada da vegetação que fixa as dunas.
DUNAS
Tem de primeira geração, representadas pelas dunas rebaixadas ou fixas (mais interiores), as de segunda geração, compostas por dunas semi-fixas e móveis, e as dunas de terceira geração (bordejantes).
Nas dunas fixas a pedogênese favoreceu a fixação da cobertura vegetal de porte arbustivo e/ou arbóreo, que impede a ação dos processos de mobilização eólica.
As dunas semi-fixas (de segunda geração) estão localizadas normalmente entre as dunas de terceira e de primeira gerações (móveis e fixas respectivamente), como também bordejando à linha de costa. Apresentam uma configuração predominante do tipo transversal e barcana, denotando um grande volume de areia disponível e ventos com competência para o transporte dos grãos por rolamento e tração. Tem cobertura vegetal esparsa e em tufos, prevalecendo a distribuição de um tapete herbáceo descontínuo de gramíneas resistentes às condições ambientais. As dunas móveis, que são as mais recentes, representando a terceira geração, ocorrem diretamente na zona de berma ou recobrindo falésias. Não têm cobertura vegetal e a mobilidade das areias é intensificada durante a estação seca quando não há compactação dos sedimentos. O trânsito das areias é livre e se processa de modo quase ininterrupto. Este ambiente constitui-se um patrimônio paisagístico de grande beleza cênica.
A VEGETAÇÃO COSTEIRA:
Estão representados pelos estratos herbáceos e arbustivos. O estrato herbáceo, que é representado por indivíduos que ficam fora do alcance do mar, localiza-se nas dunas interiores. Caatinga é a vegetação típica do sertão, suas principais espécies são a aroeira, o aveloz e as cactáceas. É uma formação de vegetais xerófitos (vegetais de regiões secas) mas é muito rica ecologicamente. É um bioma semi-árido exclusivamente brasileiro, caracterizado por ter seu período chuvoso restrito a 3 ou 4 meses do ano e alta biodiversidade. A forte sazonalidade faz com que existam fauna e flora adaptadas a tais condições ambientais. Restinga: pode ser definida como um terreno arenoso e salino, próximo ao mar e coberto de plantas herbáceas características.
Ecologicamente, as restingas são ecossistemas costeiros, fisicamente determinados pelas condições edáficas (solo arenoso) e pela influência marinha, possuindo origem sedimentar recente (início no período Quaternário), sendo que as espécies que ali vivem (fauna e flora) possuem mecanismos para suportar os fatores físicos dominantes como: a salinidade, extremos de temperatura, forte presença de ventos, escassez de água, solo instável, insolação forte e direta, entre outros. A vegetação de mangues: Sistemas geralmente associado às margens de baías, enseadas, barras, desembocaduras de rios, lagunas e reentrâncias costeiras, onde haja encontro das águas do mar com os rios. As regiões estuarinas apresentam uma vegetação predominantemente de manguezais (Rhizophora), que predomina em suas margens. Se caracteriza por possuir um grupo florístico de árvores e arbustos que representam a vegetação entre-maré.
Em função da forma de suas “raízes aéreas”, as árvores de mangue que predominam na região são utilizadas por diversas espécies de peixes e crustáceos, que nas fases larvais e juvenis de peixes e crustáceos, como área de alimentação e principalmente de proteção contra a predação de indivíduos adultos, o que caracteriza esta região como um verdadeiro berçário.