Desde a antiguidade este tipo de energia é utilizado pelo homem, principalmente nas embarcações e moinhos.
Atualmente, a eólica é considerada uma importante fonte de energia por se tratar de uma fonte limpa, que não gera poluição e não agride o meio ambiente.
Grandes turbinas (aero geradores) em formato de cata-vento, se colocam em locais abertos e com boa quantidade de vento.
O potencial eólico brasileiro, por sua qualidade e distribuição
dos ventos, vem estimulando iniciativas, tanto no âmbito de projetos de
parques eólicos em diferentes regiões do país.
A geração de energia a partir de turbinas eólicas teve início, no
Brasil, em julho de 1992, com a instalação de uma turbina de 75 KW na ilha de Fernando de Noronha, em iniciativa pioneira do Centro Brasileiro
de Energia Eólica.
O Brasil possui, atualmente, cerca de 300 MW de capacidade instalada em parques eólicos no Ceará, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul, mas apresenta um potencial eólico de, pelo menos, 30.000 MW, podendo chegar até a 100.000 MW.
O Ceará tem potencial para produzir de energia eólica, o equivalente a seis usinas de Itaipu.
Em países como o Brasil, que possuem uma grande malha hidrográfica, a energia eólica pode se tornar importante no futuro, porque ela não consome água, que é um bem cada vez mais escasso e que também vai ficar cada vez mais controlado.
PARQUES EÓLICOS NO CEARÁ
Parque Eólico Prainha, em Aquiraz (30 quilômetros da Capital) é a maior usina do gênero da América Latina e produz 10 Megawatts.
A primeira usina eólio-elétrica do mundo construída sobre dunas de areia está instalada na Praia da Taíba, no município de São Gonçalo do Amarante, a 55 quilômetros de Fortaleza. As duas estão no Ceará.
O potencial de energia eólica do Ceará é um dos maiores do Brasil em virtude do grande favorecimento dos ventos. O Governo do Estado estima que em toda a extensão do litoral, essa potência chegue a 6 mil MW e, juntando-se ao litoral do Rio Grande do Norte. O potencial eólio-elétrico dessa área equivaleria à hidrelétrica de Itaipu, ou seja de 12 mil MW, o que corresponde a 25% da oferta de energia para todo o Brasil.
A quantidade de energia produzida por uma turbina varia de acordo com o tamanho das suas hélices e, claro, do regime de ventos na região em que está instalada. E não pense que o ideal é contar simplesmente com ventos fortes. "Além da velocidade dos ventos, é importante que eles sejam regulares, não sofram turbulências e nem estejam sujeitos a fenômenos climáticos como tufões", diz o engenheiro mecânico Everaldo Feitosa, vice-presidente da Associação Mundial de Energia Eólica.
No Ceará, houve um investimento de cerca de 1,5 bilhões de reais na construção de 250 torres para a produção de energia eólica, que estão distribuídas em 14 Parques.
O Ceará hoje concentra o maior parque eólico do país, com 267,90 MW (megawatts) de energia sendo geradas pelo vento em 11 usinas já instaladas.
O parque eólico Canoa Quebrada é um parque de produção de energia eólica no município de Aracati, com potência instalada de 10,5 MW.
O parque eólico Eco Energy é um parque brasileiro de produção localizado no município de Beberibe, com potência instalada de 25,2 MW.
O parque eólico Lagoa do Mato é um parque de produção de energia eólica no município de Aracati, com potência instalada de 3,2 MW.
O parque eólico de Paracuru é um parque de produção de energia eólica no município de Paracuru, distante 87 km de Fortaleza. Com potência instalada de 23,40 MW através de 12 torres aerogeradoras, tem capacidade de abastecer cerca de 384 mil pessoas. O parque está localizado na estrada de acesso à Petrobras, km 8,5, na localidade de São Pedro.
A Usina de Energia Eólica de Praia Formosa no município de Camocim, com potência instalada de 104,4 MW é formada por 50 Aerogeradores. Iniciou suas operações em 26/08/2009.
O parque eólico Praia Mansa é um parque de produção de energia eólica no município de Fortaleza-CE, com potência instalada de 2,4 MW.
O parque eólico Prainha é um parque de produção de energia eólica no município de Aquiraz, com potência instalada de 10 MW.
O Pólo Industrial Bilateral Eólico (PIBE) é um projeto do Governo do Estado do Rio Grande do Norte em parceria com o Governo do Estado do Ceará para a criação de um parque eólico na divisa desses dois estados. A Costa Branca e o Litoral de Aracati são as duas áreas de maior potencial eólico do Brasil.
O parque eólico Taiba é um parque de produção de energia eólica no município brasileiro de São Gonçalo do Amarante, com potência instalada de 5 megawatts. Parque Eólico de Praia do Morgado: Localizado no município de Acaraú, a 260 quilômetros de Fortaleza (CE), conta com 19 aerogeradores de 1,5 MW , também localizado em Acaraú.
POTENCIAL EÓLICO EM CANOA QUEBRADA
As paisagens litorâneas do Ceará têm ganhado novos componentes nos últimos tempos: altas torres brancas com enormes hélices, que captam a força dos ventos para geração de energia.
Entre os problemas estão a devastação de dunas, o aterramento de lagoas, interferências em aquíferos, a destruição de casas e conflitos com comunidades de pescadores.
Não haveria qualquer problema se os parques fossem instalados logo atrás das dunas, nas zonas dos tabuleiros, onde a velocidade dos ventos alcança níveis europeus, de 6 m/s (metros por segundo). Mas não, como nas dunas são alcançados 8 m/s, visualiza-se um resultado maior com menos custos. Qualquer obra tem algum impacto durante a instalação, mas, no caso dos parques eólicos, o impacto é baixíssimo. É menor do que dos buggys que circulam pelas dunas.
Três usinas eólicas (Bons Ventos, Enacel e Canoa Quebrada) formam o Parque Eólico de Aracati, no litoral leste cearense, com geração de 61 megawatts/hora/ano.
Inaugurado 17 de novembro de 2008 em Canoa Quebrada e Lagoa do Mato, o parque possui as mais altas turbinas do Brasil, de 88 metros e mesmo tamanho em diâmetro das pás.
A energia gerada permite abastecer uma cidade de 50 mil habitantes e já está totalmente comercializada para a Eletrobrás, por um período de 20 anos.
ENERGIA SOLAR - ENERGIA LIMPA
Os constantes problemas ambientais causados pela utilização de energias não renováveis aliados ao esgotamento dessas fontes têm despertado o interessepela utilização de fontes alternativas de energia.
A energia solar é uma boa opção na busca por alternativas menos agressivas ao meio ambiente, pois consiste numa fonte energética renovável e limpa (não emite poluente).
A conversão direta da energia solar em energia elétrica ocorre pelos efeitos da radiação (calor e luz) sobre determinados materiais. Sua obtenção ocorre de forma direta ou indireta. A forma direta de obtenção se dá através de células fotovoltaicas, geralmente feitas de silício. A luz solar, ao atingir as células, é diretamente convertida em eletricidade. No entanto, essas células fotovoltaicas apresentam preços elevados. O efeito fotovoltaico ocorre quando fótons (energia que o sol carrega) incidem sobre os átomos, proporcionando a emissão de elétrons, que gera corrente elétrica.
Para obter energia elétrica a partir do sol de forma indireta, é necessária a construção de usinas em áreas de grande insolação, pois a energia solar atinge a Terra de forma tão difusa que requer captação em grandes áreas, nesses locais são espalhadas centenas de coletores solares.
COLETOR SOLAR
O Brasil possui a sétima maior área de coletores solares instalados do mundo: 3,1 milhões de m².
84% no setor residencial 15% no setor terciário (hotéis e serviços) 1% no setor industrial
A radiação solar pode ser absorvida por coletores solares, principalmente para aquecimento de água a temperaturas relativamente baixas (inferiores a 100ºC ). O uso dessa tecnologia ocorre predominantemente no setor residencial mas há demanda significativa e aplicações em outros setores, como edifícios públicos e comerciais, hospitais, restaurantes, hotéis e similares. Esse sistema de aproveitamento térmico da energia solar, também denominado aquecimento solar ativo, envolve o uso de um coletor solar discreto. O coletor é instalado normalmente no teto das residências e edificações. Devido à baixa densidade da energia solar que incide sobre a superfície terrestre, o atendimento de uma única residência pode requerer a instalação de vários metros quadrados de coletores.
Para o suprimento de água quente de uma residência típica (três ou quatro moradores), são necessários cerca de 4 m² de coletor.
Segundo informações da Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento (ABRAVA, 2001), existiam até recentemente cerca de 500.000 coletores solares residenciais instalados no Brasil. Somente com aquecimento doméstico de água para banho, são gastos anualmente bilhões de kWh de energia elétrica(9), os quais poderiam ser supridos com energia solar, com enormes vantagens socioeconômicas e ambientais. Fatores que têm contribuído para o crescimento do mercado são: a divulgação dos benefícios do uso da energia solar; a isenção de impostor que o setor obteve; financiamentos, como o da Caixa Econômica Federal, aos interessados em implantar o sistema.
SISTEMAS FOTOVOLTAICOS
Existem muitos pequenos projetos nacionais de geração fotovoltaica de energia elétrica, principalmente para o suprimento de eletricidade em comunidades rurais e/ou isoladas do Norte e Nordeste do Brasil. Esses projetos atuam basicamente com quatro tipos de sistemas: 1) bombeamento de água, para abastecimento doméstico, irrigação e piscicultura; 2) iluminação pública; 3) sistemas de uso coletivo, tais como eletrificação de escolas, postos de saúde e centros comunitários; e 4) atendimento domiciliar.
Com o intuito de difundir esta idéia, ensinar e tirar dúvidas sobre o uso de energia solar no País surgiu a iniciativa “Cidades Solares”, uma parceria entre a ONG socioambiental Vitae Civilis e a Diretoria Solar da Abrava. O conceito de Cidade Solar já é propagado no mundo inteiro e têm diversas iniciativas, que incluem incentivos financeiros, legislações, diretrizes e normas para a promoção do uso de tecnologias solares. O aumento do número de sistemas solares instalados tem como objetivos: aumentar a energia gerada por fontes renováveis, sustentáveis e descentralizadas; reduzir as emissões de carbono e as emissões de poluentes locais e diminuir a dependência das cidades de fontes de energia externas.
Para saber mais sobre a iniciativa e obter mais informações sobre as leis e o uso de energia solar, consulte o site www.cidadessolares.org.br ou ligue para (11) 3361-7266.
CEARÁ CRIA CENTRO DE ENERGIA SOLAR
O sol é fonte de energia renovável, o aproveitamento desta energia tanto como fonte de calor quanto de luz, é uma das alternatias energéticas mais promissoras para enfrentarmos os desafios do novo milênio. A energia solar é abundante e permanente, renovável a cada dia, não polui e nem prejudica o ecossistema.
O estado do Ceará, com irradiação média de 5,4 kWh/m2/dia, tem uma das maiores potencialidades do país para geração de energia fotovoltaica.
O Ceará vai começar a aproveitar melhor as 3 mil horas de sol que dispõe por ano, um de seus principais dotes naturais, usado basicamente na atração de turistas. Um acordo de cooperação técnica entre o governo estadual, por meio da Secretaria Estadual da Ciência e Tecnologia, Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) e a Universidade Federal do Ceará (UFC), vai permitir a utilização da energia solar em novos equipamentos e sistemas. O acordo envolve a criação do Centro Brasileiro para o Desenvolvimento da Tecnologia de Refrigeração Solar com orçamento estimado em R$ 1,3 milhão.
CANOA QUEBRADA BRASIL
IL Nuraghe Hotel inaugurado em Dezembro de 2009, é considerado um dos melhores lugares para hospedagem pois compartilha toda magia de Canoa Quebrada sem esquecer o meio ambiente.
O aquecimento da água e feito por energia solar e sua iluminação é toda composta por Leds, aumentando a beleza das áreas com um consumo mínimo de energia elétrica. Il Nuraghe Hotel Canoa Quebrada também dispõe de uma área de Spa completa com sala de massagem, sauna, hidromassagem e piscinas aquecidas.